16/04/14
























confesso ter pensado antes e eriçar-me. ser débil.

A rebelou-se contra própria e foi entom que definiu a ferro os tempos e os momentos de expressom das linhas. foi que (re)matou profunda, com ela. que se matou.
foi que entom foi C chorando por cinquenta numha carta e seconal e sódico e o resto via-oral-sétimo-andar. foi Buenos Aires em 72 e no meu bairro a chorar nais. foi um marchar voando, um Golfo. como chover-nos.

eu entendim a meias o do livro. de neno o dos limons, também. o do pássaro. evadir-se. quiçá...
tampouco eram as cousas tam obscuras desde abaixo e mamá explicava-me o funcionamento das saladas com limons de adereçar. pensei bem pouco.


***

junkies, os limons comem-vos dentes.


há que sofrer até romper e que se rompe é porque algo foi inteiro algumha vez. há que chorar para tirar com tudo e que che entendas. se queres. há que ser putas sem parar nas margens.

Querida, mancho-me as maos neste desordem de afluência eterna e sobram-me, respiro ainda. sobra-me todo o que me alcança a repensar memória. como criar-te neste escuro. ou tu, como razom do nom suicídio.

29/03/14

                                                                                          RF

Às vezes bailo eu sozinha. dentro de mim. fago-o para nom molestar. para nom mudar a tranquilidade aparente desta grande 
                         taça de café.

Bailo soa por pracer. tem algo de exquisito saber-se inalcanzável, e aínda assim ver como as formigas tentam subir e bailar.

Canto a diário. Berro. permito-me desafinar, quando ninguém mira. desafiando estabilidade clásica que me digerom era o bem. como quando vou andando pola rua e piso as linhas. adrede. com um sorriso. ou quando me recreo nos meus defeitos, e quase me chegam a gostar.

Um dia a taça de café encheu-se de formigas. Tivem que tirar todo o líquido polo fregadoiro. Figem outro. Outro café. 
Nom há regras. Nem formigas.

03/03/14


























                                                                                                         




                                                                                                                   tenho medo mais uma vez


01/02/14





meto-me dentro de ti. nos teus olhos, suponho. como no filme. 
e o certo é que entro, nos olhos. ou sinto como dentro e vejo-me a mim. vejo-me a mim porque passamos juntas a maior parte do tempo e desfruto. agarro-me. nom podo negar que sofro mas desfruto e até agrada-me saber que isto é assim recíproco nesses momentos de mental espírito. de aproximar-se. que é angustioso o de faltar-te nada. romper-se. que o penso. pouco. o de mirar-me. que penso nom pensá-lo e que dormito. por momentos.



digo: quantas horas fam-nos falta para converter-nos noutra?noutra cousa?
seguidas.
digo: quantas horas levo aqui sem reparar?
é curioso...



respiro. respiro e tenho o certo, quase, de que vou morrer igual que A da ingestom dessas 50 merdas. sem medo.
vou morrer como A. de ingestom de pílulas, digode palavras.




25/01/14

Pero el silencio es tan cierto, tan certero. 
Por eso escribo. Estoy sola y escribo. 
Alejandra Pizarnik




Aquiles tinha a sua debilidade.
Era umha. Umha soa. Mas caeu.
Eu tenho umha debilidade por cada cabelo da cabeça.
O cabelo cae. Também. Como os ânimos depois de umha tarde plana e sem sobresaltos.
Como as lágrimas na cara de alguém sem nome.
Casandra avisava.Sempre avisava.
Mas os ouvidos fecham-se muitas vezes quando nom queremos ouvir.
Som seletivos.
Em que momento nos (pre)selecionamos Nós? Em que momento decidimos desfazer-nos?
Desta vez vejo umha Niké rindo-se. E afastando-se. Leva da mao a esperança.

Sempre sabemos que dizer para nom dizer nada. Nada nos meus olhos. 
Eles falam melhor do que eu.

24/01/14



adrian gheine




o dia que decidim nom chorar mais foi o dia que morreu a raiva. de golpe. figem a exceçom com a minha avoa por me notar por dentro mui pequeno. como nascendo. é difícil de explicar porque ainda dói. ou porque custa o de fazer-se à ideia de ser tu quem rompa. como quando rompim os planos. ser momentos. assusta ter a vida em fotogramas e sentir-te tam filho de puta.



ter um vulto aqui na gorja. pois assim. bem arriba. como querendo sair de golpe e sem reparos mas nom hoje. aguentando. como berrar teu nome em alto e as cousas que deixei para amanhá. para nunca.
é hoje, pode. mas é forte se pensar em seco e sem paradas. assusta hoje. é domingo sempre.