tivem de apanhar todo isso que sabedes que se apanha quando che rompem algo
tivem de apanha-lo e ata-lo bem tivem de com essa merda de anacos construir um
algo minimamente sólido ou pesado ou como hóstia se diga para que pesasse o
suficiente para poder tira-lo ao mar a ver se nom pasava como com a merda das
baleas mortas que como som tam grandes e tam pesadas sempre acabam tiradas
num areal e sabemos bom eu sei que cheira mal...
a dizer verdade eu nom sei onde está este mar
a dizer verdade eu nom sei como é este mar
deve ser tam grande, deve ser tam húmido e tam mortal
como os restos que ficarom em terra no caminho cara ele...
como os restos que ficaram
como os restos que ficaram
a dizer verdade eu nom sei onde está este mar
a dizer verdade eu nom sei como este mar
25/04/13
13/04/13
Sempre me
mordo a língua quando falo contigo,
até sangrar.
Até que noto
o sabor a decepçom na boca.
Até que sei
que nom direi nada,
até que o
sangue abrolha dentro de mim,
incapaz de
sair fora e chegar a ti.
Sempre mordo
a língua quando falo contigo.
Aprendim a
nom malgastar tempo,
forças
e saliva
em palabras que ficarám no vazio da existência.
05/04/13
30/03/13
Manuela Dans
levava o peso todo da família que não tinha.
sem mãos,
no cesto a se
mover no seu compasso ¾.
E levava-o na
cabeça,
sem esforços, por costume,
como o nome dessas
cousas que o perdérom
e as histórias que
contava da outra vida
fantasia(?)
Manuel Dans suava
as lágrimas das outras
.
tantas
.
Insurretas
Lembras?
Colgava a roupa
desta gente toda, nessa corda
para que a vejas.
Não
querias?
Manuela Dans
lastima,
(p)o(r) sistema
porque tem as mãos
de ferro de criar-nos,
a tantas.
Não sabias?
Manuela Dans sou eu,
só que eu não sou Manuela.
26/03/13
E xa ninguén se agocha na minha sopa
Que fácil
resulta esquecer
cando tes
calor nas noites.
Que bonito se ve todo desde o
sofá cómodo da autodestrución.
Enganamos?
Sempre.
E gostamos
de pintar(nos)
un cadro cubista
para
mirarnos a el como se fose un
espello.
Que complicación,
que frustración.
Non (nos) entendemos.
Porque non queremos.
E así
seguimos,
destruindo a
pouca humanidade que seica tinhamos.
Por que para
que a necesitamos?
Continuamos
andando con ritmo de marcha fúnebre
deixándonos
guiar até o panteón de momentos ilustres.
Movémonos
por inercia, menos @s arrítmic@s
que agardan o seu momento para facer
acto de presenza.
Pasinho a
pasinho
montamos a
farsa do futuro imperfecto que só é antepretérito.
E ti que non te enteras
porque non tes puta idea de lingua.
E eu que prefiro facer que non me entero
para estar ben tranquila, e protexida...
Deses pensamentos que
loitan
Contra min.
19/03/13
caminhas cara eles
e duvidas.
Primeiro. Podo?
[e podes...]
passa segura até o
fundo do teu quarto em preto,
vam escuitar o que
lhes traes na boca.
tês tempo,
e-es-ta-las-por segundos
nessa ideia.
Lamentas tanta
raiva.
Aguardas o momento
justo e durmitas-
-sonhando-
-esperta
Esvara-che entre
os dedos sem queré-lo e já perdiche,
aperta a mao, porque isto todo é nosso.
Roubárom-che os
minutos há mil anos,
jurárom-nos as
horas que nem chegam.
Jogamos, sempre
a alçar a voz por baixo. Já chega.
aperta a mao, porque isto todo é nosso.
17/03/13
Fixeches estrelar o vermello do (meu) interior
desde moi fóra.
Algo inaudito por aquí que non se adoita exteriorizar nada.
Agás odio.
Unha palabra, e andando.
Alcol, música, e pogo.
[-Recordas(me)?- Si, si, si. A loira da primeira fila]
E así.
Articulamos o abecedario para non parecer tan sumamente ignorantes.
[-Nome? -Accesorioinútilquesónosdaríacomplicacións.
-Que dis? -Que non conhecía esta
canción.]
Baila co son do inframundo
que a banda toca para ninguén.
Hoxe
Non hai persoa no universo ademais de nós,
uns ninguén, que sexa dign@ desta melodía que nos modula.
[Modulas(me)?]
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