13/11/14

16/07/14


 Poema de luxúria II


Expulsa teus monstros na minha boca.
Rebénta-te-me na punta da língua
e baila ao som do Rock barato
que perfora os poros da tea.




13/07/14

Genocídio

Perdura colgada da corda
a minha história revolta
de como queimei aquele cadáver
com o lume baixinho.

Perdura colgada da corda
que levo de orelha a orelha,
a história que escrevim
para nós.

Perdura colgada da corda
a história
da que pingam as tuas lágrimas
pola minha cara.

16/04/14
























confesso ter pensado antes e eriçar-me. ser débil.

A rebelou-se contra própria e foi entom que definiu a ferro os tempos e os momentos de expressom das linhas. foi que (re)matou profunda, com ela. que se matou.
foi que entom foi C chorando por cinquenta numha carta e seconal e sódico e o resto via-oral-sétimo-andar. foi Buenos Aires em 72 e no meu bairro a chorar nais. foi um marchar voando, um Golfo. como chover-nos.

eu entendim a meias o do livro. de neno o dos limons, também. o do pássaro. evadir-se. quiçá...
tampouco eram as cousas tam obscuras desde abaixo e mamá explicava-me o funcionamento das saladas com limons de adereçar. pensei bem pouco.


***

junkies, os limons comem-vos dentes.


há que sofrer até romper e que se rompe é porque algo foi inteiro algumha vez. há que chorar para tirar com tudo e que che entendas. se queres. há que ser putas sem parar nas margens.

Querida, mancho-me as maos neste desordem de afluência eterna e sobram-me, respiro ainda. sobra-me todo o que me alcança a repensar memória. como criar-te neste escuro. ou tu, como razom do nom suicídio.

29/03/14

                                                                                          RF

Às vezes bailo eu sozinha. dentro de mim. fago-o para nom molestar. para nom mudar a tranquilidade aparente desta grande 
                         taça de café.

Bailo soa por pracer. tem algo de exquisito saber-se inalcanzável, e aínda assim ver como as formigas tentam subir e bailar.

Canto a diário. Berro. permito-me desafinar, quando ninguém mira. desafiando estabilidade clásica que me digerom era o bem. como quando vou andando pola rua e piso as linhas. adrede. com um sorriso. ou quando me recreo nos meus defeitos, e quase me chegam a gostar.

Um dia a taça de café encheu-se de formigas. Tivem que tirar todo o líquido polo fregadoiro. Figem outro. Outro café. 
Nom há regras. Nem formigas.

03/03/14


























                                                                                                         




                                                                                                                   tenho medo mais uma vez